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domingo, 16 de junho de 2013

DESACELERAÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL INTRIGA CIENTISTAS

Cientistas estão em dificuldades para explicar uma desaceleração do aquecimento global que expôs lacunas no seu conhecimento, e buscam entender as causas para determinar se esse alívio será breve ou se o fenômeno é duradouro.

A maioria dos modelos climáticos, geralmente focados em tendências que duram séculos, foi incapaz de prever que a elevação das temperaturas iria se desacelerar a partir do ano 2000, aproximadamente.

Isso é crucial para o planejamento em curto e médio prazo de governos e empresas em setores tão díspares quanto energia, construção, agricultura e seguros. Muitos cientistas preveem um novo aumento do aquecimento nos próximos anos.

Uma das teorias para explicar essa pausa diz que os oceanos teriam absorvido mais calor pelo fato de sua superfície ficar mais fria do que se esperava. Outras especulam que a poluição industrial da Ásia ou nuvens estariam bloqueando o calor do sol, ou então que os gases do efeito estufa retêm menos calor do que se acreditava.

A mudança pode também decorrer de um declínio já observado na presença de vapor de água (que absorve calor) na alta atmosfera, por razões desconhecidas. Os cientistas dizem que pode estar ocorrendo uma combinação de vários fatores, ou variações naturais ainda desconhecidas.

O fraco crescimento econômico mundial e a redução na tendência de aquecimento global estão afetando a disposição dos governos para fazerem uma rápida transição dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, o que exige bilhões de dólares. Quase 200 governos já concordaram em definir até 2015 um plano para combater o aquecimento global.

"O sistema climático não é tão simples quanto as pessoas acham", disse o estatístico dinamarquês Bjon Lomborg, autor do livro "O Ambientalista Cético". Ele estima que um aquecimento moderado seria benéfico para as lavouras e para a saúde humana.

O químico sueco Svante Arrhenius mostrou pela primeira vez na década de 1890 como as emissões de dióxido de carbono a partir do carvão, por exemplo, prendem o calor na atmosfera. Muitos dos efeitos exatos ainda são desconhecidos.

As emissões de gases do efeito estufa atingiram níveis recordes repetidamente com um crescimento anual de cerca de 3 por cento na maior parte da década até 2010, em parte alimentada por aumentos na China e na Índia. Emissões mundiais foram 75 por cento maiores em 2010 do que em 1970, segundo dados da ONU.

Um rápido aumento das temperaturas globais nos anos 1980 e 1990 --quando as leis de ar limpo em países desenvolvidos reduziram a poluição e deixaram o sol mais forte na superfície da Terra-- serviu como um argumento convincente de que as emissões de gases do efeito estufa eram culpadas pelo aquecimento.

O painel de especialistas sobre clima da ONU (IPCC) vai procurar explicar a pausa atual no aquecimento em um relatório que será divulgado em três partes a partir de final de 2013, com o objetivo de servir como um roteiro científico principal para os governos na mudança de combustíveis fósseis para as energias renováveis, como a energia solar ou eólica.

Fonte: http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE93F02620130416?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0&sp=true

quinta-feira, 6 de junho de 2013

ONU APOIA CRIAÇÃO DE CENTRO DE ENERGIA RENOVAVEL NO BRASIL

Iniciativa foi anunciada em Viena durante evento paralelo ao Fórum de Energia, que está sendo realizado na cidade até esta quinta-feira (30). Encontro reúne 1,5 mil pessoas - entre elas o astronauta brasileiro Marcos Pontes.


A Organização das Nações Unidas para Desenvolvimento Industrial (ONUDI) formalizou seu apoio à criação de um centro internacional de energia renovável no Brasil. O anúncio ocorreu na terça-feira (28) em Viena, na Áustria, onde está sendo realizado o Fórum de Energia.

A cerimônia contou com a presença do chefe da ONUDI, Kandeh Yumkella, e do diretor da Itaipu Binacional, Jorge Samek. A empresa é considerada a maior do mundo no setor de energia limpa.

O novo centro, batizado de CI-Biogas, será localizado no Parque Tecnológico de Itaipu, na cidade de Foz do Iguaçu, e além do apoio da ONU terá a cooperação do setor privado. O objetivo da parceria é promover o uso de gás natural como fonte de energia limpa.

Numa palestra separada do lançamento da Biogas, o primeiro astronauta brasileiro falou sobre criação de energia e projetos de sustentabilidade.

Um dos temas do encontro foi a geração de energia para cerca de 1,2 bilhão de pessoas que ainda não têm acesso à eletricidade no mundo.

Marcos Pontes falou à Rádio ONU, de Viena, sobre o tema. “É muito grave. É simplesmente inconcebível do ponto de vista humano. E se a gente for olhar para essas comunidades, essas pessoas, a gente verá que eles vivem em condições sub-humanas. E isso não é admissível de forma nenhuma. E a gente tem, na verdade, condições de prover esta energia, existem subsídios com relação à energia para comunidades mais pobres. Lógico que esses subsídios não podem durar a vida toda. E com isso, acho que a gente consegue trazer um planeta mais unido de forma geral.”

Marcos Pontes está participando do Fórum de Energia de Viena ao lado de outras 1,5 mil pessoas. Pontes é embaixador da ONUDI para o desenvolvimento sustentável. O Fórum de Energia de Viena termina nesta quinta-feira (30).

terça-feira, 2 de abril de 2013

PROJETO DE REDUÇÃO DE GÁS CARBÔNICO ENVOLVE OITO CIDADES BRASILEIRAS

Oito cidades brasileiras vão participar de projeto do ONU-HABITAT para reduzir emissão de carbono.


Belo Horizonte, Betim (MG), Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Sorocaba (SP) são as cidades brasileiras escolhidas para participar do Projeto Promovendo Estratégias de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono em Países Emergentes (Urban-LEDS). Ele é resultado de um acordo firmado em março de 2012 entre o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (ONU-HABITAT) e a Comissão Europeia, e terá o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade – como principal implementador.

Serão disponibilizados 6,7 milhões de euros para apoiar iniciativas de baixa emissão de carbono em áreas urbanas do Brasil, da África do Sul, da Índia e da Indonésia, levando em consideração a redução da pobreza e a inclusão social.

Em cada um dos países foram selecionadas aproximadamente duas cidades ou áreas metropolitanas-modelo e cinco cidades ou áreas metropolitanas-satélites para demonstrar estratégias de desenvolvimento urbano inclusivo de baixa emissão de carbono em condições de crescimento e transição acelerados. No Brasil, as cidades-modelo são Fortaleza e Recife.
Os conhecimentos adquiridos de experiências recentes sugerem que a redução das emissões de gases de efeito estufa e a promoção da resiliência às mudanças climáticas nas cidades podem ser potencializadas por meio de uma plataforma que interligue uma cidade-modelo em inteligência climática a diversas cidades satélites, além do intercâmbio com cidades parceiras europeias e de países emergentes.

A plataforma facilitará o intercâmbio de informações, tecnologia e pesquisa entre os setor público e privado por meio de redes.

quarta-feira, 20 de março de 2013

DIA MUNDIAL DA AGUA

Criado pela ONU no ano de 92, este dia eh destinado a discussão de assuntos relacionados ao tema.

Frases sobre o Dia Mundial da Água:

- Água é vida. Vamos usar com inteligência para que ela nunca falte.
- O futuro de nosso planeta depende da forma com que usamos a água hoje.
- Todo dia é dia de água, pois ela está presente em tudo e em todos.
- O Dia Mundial da Água não é só para pensar, mas principalmente para agir: vamos usar este recurso natural com sabedoria para que ele nunca acabe.
- Sem a água não haveria vida na Terra! Pense nisso neste Dia Mundial da Água.


quinta-feira, 7 de março de 2013

GELEIRAS DO CANADÁ PODEM TER FIM


Geleiras do Ártico canadense podem estar sofrendo derretimento sem volta, diz estudo.

As geleiras canadenses, terceiro maior depósito de gelo depois da Antártida e da Groenlândia, podem estar sofrendo um derretimento sem volta que deve aumentar o nível do mar, afirmaram cientistas nesta quinta (7).

Cerca de 20% das geleiras no norte do Canadá podem desaparecer até o fim do século 21, num derretimento que pode acrescentar 3,5 cm aos nível do mar.

"Acreditamos que a perda de gelo é irreversível no futuro próximo", escrevem os pesquisadores na revista "Geophysical Research Letters".

A tendência parece irreversível, dizem os autores, liderados por Jan Lenaerts, da Universidade de Utrecht, porque o derretimento de geleiras brancas exporia a tundra escura que tende a absorver mais calor e acelerar o derretimento.

O painel do clima da ONU estima um aumento do nível do mar entre 18 cm e 59 cm neste século, ou mais se a cobertura de gelo da Antártida e da Groenlândia começarem a derreter mais rápido.

A projeção de perda de 20% do volume de gelo no Canadá se baseou em um cenário com aumento de temperatura médio de 3ºC neste século e de 8ºC no Ártico canadense, dentro das previsões da ONU.

Fonte http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1242475-geleiras-do-artico-canadense-podem-estar-sofrendo-derretimento-sem-volta-diz-estudo.shtml

sábado, 24 de março de 2012

2011 - O 11º ANO MAIS QUENTE DA HISTORIA


ONU diz que 2011 foi o 11º ano mais quente da história, apesar do La Niña.



O ano de 2011 foi o 11º mais quente da história, confirmou nesta sexta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada às Nações Unidas (ONU).

A entidade já havia divulgado em novembro, durante a COP 17, na África do Sul, um relatório que previa temperaturas mais altas, mesmo com o resfriamento influenciado pelo fenômeno La Niña.

Na média, as temperaturas globais em 2011 foram menores que o nível recorde atingido no ano anterior, mas ainda ficaram 0,4ºC acima da média entre 1961-1990, afirmou o relatório.

“O mundo está aquecendo por causa das atividades humanas e isto está resultando em um impacto de longo alcance e potencialmente irreversível para nossa Terra, atmosfera e oceanos”, disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.

O La Niña, fenômeno climático natural ligado a fortes chuvas e enchentes na região Ásia-Pacífico e América do Sul e seca na África, estava ativo no Oceano Pacífico tropical até o último mês de maio.

Chuvas no Rio foram pior desastre climático no ano – Em novembro passado, durante a conferência da ONU sobre mudança do clima, em Durban, a OMM disse que as enchentes do Rio de Janeiro foram consideradas o pior “evento único” do ano passado, pela sua alta letalidade, causando a morte de centenas de pessoas em poucos dias.

Os anos em que ocorrem La Niña costumam ser mais frios que aqueles que o precedem e seguem. Este padrão se repetiu em 2011, que está sendo mais frio que o ano passado, mas já num patamar acima do que se registrava anteriormente.

Outros eventos climáticos severos foram registrados ao redor do planeta este ano, como a grave seca no leste da África e as enchentes no Sudeste Asiático.

Os Estados Unidos perderam mais de US$ 1 bilhão em 14 ocorrências meteorológicas extremas, como seca no sul, incluindo o estado do Texas, e enchentes no norte, aponta a OMM. O país teve ainda uma grande quantidade de tornados. Em maio, no estado de Missouri, foram 157 mortes causadas pelos ventos, no tornado mais letal desde 1947.