quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

NOVO VÍDEO POSTADO PELO GOVERNO AMERICANO ADVERTE SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Muito tem se ouvido sobre as mudanças climáticas. Fato ou farsa? O desafio em descobrir se a influência humana é parte deste assunto ganha novos e novos capítulos a cada ano.

Desta vez foi o governo americano que liberou um vídeo de 2 minutos falando sobre o assunto, se baseando principalmente nas quedas de temperaturas que têm congelado e alarmado algumas partes do planeta.

O vídeo de 2 minutos coloca o governo americano em desacordo com governadores e republicanos que concordaram com a ideia de que a semana fria que atingiu grande parte do USA, torna a mudança climática irreal.

Saiba mais sobre o assunto no http://www.buzzfeed.com/evanmcsan/white-house-global-warming-caused-the-polar-vortexand-heres

Obs.: O vídeo está em inglês

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

AMERICANO LANÇA LIVRO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS PARA LEIGOS


Questão complexa e controversa é elucidada pelo economista William Nordhaus.

O professor da Universidade Yale e famoso economista do clima, William Nordhaus, usou seu vasto conhecimento e sua autoridade para escrever mais um livro sobre o tema, The Climate Casino.

O autor espera elucidar as complexidades e controvérsias da mudança do clima para o público em geral. A inspiracão, disse ele, veio do fato de as pessoas frequentemente lhe perguntarem: “Qual é o bom livro sobre o clima para não-especialistas?” Ao que ele respondia: “Hum… Eu não sei se existe um.” Então lhe ocorreu escrever um livro curto que descrevesse o problema.

O volume acabou ficando um pouco maior do que Nordhaus imaginara, mas de qualquer forma manteve uma linguagem acessível. Seu aspecto principal, diz ele, é o foco na economia.

A principal contribuição dela ao estudo do clima é que, acredita o autor, sua mudança é resultado de uma disfunção do sistema de preços, em relação à precificação das emissões. “Temos de aumentar o preço da emissão de carbono, que é atualmente zero. É essencialmente uma externalidade, onde as pessoas impõem custos a outras sem compensá-las.”

Nordhaus, diz o New York Times, utiliza um conjunto impressionante de ferramentas das últimas descobertas dos estudos do clima e da teoria econômica. Com isto, produz argumentos de rara clareza, alimentando o leitor, mas não em excesso. “O livro oferece o prazer de observar uma mente extraordinária trabalhando. Até as notas de rodapé são um recurso,” elogia Fred Andrews no jornal.

O professor Nordhaus entende que há importantes incertezas sobre o funcionamento da natureza. Os modelos de computador ajudam, mas eles podem entrar em discordância. De qualquer modo, diz ele, não temos escolhas a não ser fazermos nossas melhores conjeturas e escolhas mais prudentes.

Foto: robpurdie/Creative Commons

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/o-cassino-do-clima-enfim-um-livro-para-leigos/?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_psustentavel_planetaurgente

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

PNUMA ALERTA SOBRE AUMENTO DE TEMPERATURA

Sem ação adequada temperatura global deve subir acima do limite de 2°C, alerta PNUMA.

FOTO: PNUMA
A projeção é realizada com base nas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) assumidas por países para serem implementadas até 2020, e o quanto todos deveriam reduzir para que a temperatura global não ultrapasse os 2°C. A lacuna do título do relatório representa a diferença entre as projeções.

O relatório é coordenado pelo PNUMA, com participação de 77 cientistas de todo o mundo. A principal conclusão do estudo é que, ainda que as nações cumpram os seus atuais compromissos climáticos, as emissões de gases de efeito de estufa em 2020 deverão provavelmente ser de 8 a 12 gigatoneladas de CO2 equivalente (GtC02e) acima dos valores projetados para manter o limite de 2°C. O CO2 equivalente (CO2e) equipara todos os gases estufa ao potencial de aquecimento do CO2, o gás mais liberado.

Para manter o rumo em direção à meta dos 2°C, o relatório afirma que as emissões devem atingir um máximo de 44 GtC02e em 2020, e preparar o terreno para futuros cortes para 40 GtC02e em 2025; 35 GtC02e em 2030; e 22 GtC02e em 2050.

Além disso, o documento ressalta que as metas baseiam-se em cenários de ação que tiveram início em 2010, e conclui que está cada vez mais difícil cumprir os objetivos propostos na época.

“Como destaca o relatório, o atraso na implementação de medidas implica em mais mudanças climáticas em curto prazo e a possibilidade de mais impactos climáticos, bem como o uso contínuo de tecnologias de alta emissão de carbono e intensivo consumo de energia”, afirmou Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA.

“Contudo, o passo decisivo constituído pela meta para 2020 ainda pode ser alcançado com o reforço dos atuais compromissos e da criação de novas medidas, incluindo a ampliação de iniciativas de cooperação internacional em áreas como a eficiência energética, a reforma dos subsídios aos combustíveis fósseis e as energias renováveis. A agricultura pode contribuir, já que as emissões diretas desse setor são responsáveis por 11% do total global de gases de efeito de estufa”, acrescentou.

Saiba mais sobre o documento em http://bit.ly/HyfO8e

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

IPCC: DEZ PONTOS PARA VOCÊ ENTENDER AS DISCUSSÕES SOBRE O CLIMA


O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulga na sexta-feira em Estocolmo, na Suécia, um novo relatório no qual pretende estabelecer, com o maior grau de certeza já obtido, o papel das atividades humanas nas mudanças climáticas.

Para ajudar a entender melhor o tema, a BBC preparou uma lista com dez perguntas e respostas sobre a questão:

O que é mudança climática?

O clima do planeta está mudando constantemente ao longo do tempo geológico. A temperatura média global hoje é de cerca de 15ºC, mas as evidências geológicas sugerem que ela já foi muito maior ou muito menor em outras épocas no passado.

Entretanto, o atual período de aquecimento está ocorrendo de maneira mais rápida do que em muitas ocasiões no passado. Os cientistas estão preocupados de que a flutuação natural, ou variabilidade, está dando lugar a um aquecimento rápido induzido pela ação humana, com sérias consequências para a estabilidade do clima no planeta.

O que é 'efeito estufa'?


O efeito estufa se refere à maneira como a atmosfera da Terra "prende" parte da energia do Sol. A energia solar irradiada de volta da superfície da Terra para o espaço é absorvida por gases atmosféricos e reemitida em todas as direções.

A energia que irradia de volta para o planeta aquece tanto a baixa atmosfera quanto a superfície da Terra. Sem esse efeito, a Terra seria 30ºC mais fria, deixando as condições no planeta hostis para a vida.

Os cientistas acreditam que estamos contribuindo para o efeito natural de estufa com gases emitidos pela indústria e pela agricultura, absorvendo mais energia e aumentando a temperatura.

O mais importante desses gases no efeito estufa natural é o vapor de água, mas suas concentrações mostram pouca mudança. Outros gases do efeito estufa incluem dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, que são liberados pela queima de combustíveis fósseis. O desmatamento contribui para seu aumento ao eliminar florestas que absorvem carbono.
Desde o início da revolução industrial, em 1750, os níveis de dióxido de carbono (CO2) aumentaram mais de 30%, e os níveis de metano cresceram mais de 140%. A concentração de CO2 na atmosfera é agora maior do que em qualquer momento nos últimos 800 mil anos.

Qual é a evidência sobre o aquecimento?



Os registros de temperatura, a partir do fim do século 19, mostram que a temperatura média da superfície da Terra aumentou cerca de 0,8ºC nos últimos cem anos. Cerca de 0,6ºC desse aquecimento ocorreu nas últimas três décadas.

Dados de satélites mostram um aumento médio nos níveis do mar de cerca de 3 milímetros por ano nas últimas décadas. Uma grande proporção da mudança nos níveis do mar se deve à expansão dos oceanos pelo aquecimento. Mas o derretimento das geleiras de montanhas e das camadas de gelo polar também contribuem para isso.

A maioria das geleiras nas regiões temperadas do mundo e na Península Antártica estão encolhendo. Desde 1979, registros de satélites mostram um declínio dramático na extensão do gelo no Ártico, a uma taxa anual de 4% por década. Em 2012, a extensão de gelo alcançou o menor nível já registrado, cerca de 50% menor do que a média do período entre 1979 e 2000.

O manto de gelo da Groenlândia verificou um derretimento recorde nos últimos anos. Se a camada inteira, de 2,8 milhões de quilômetros cúbicos, derretesse, haveria um aumento de 6 metros nos níveis dos mares.

Dados de satélites mostram que a capa de gelo do oeste da Antártica também está perdendo massa, e um estudo recente indicou que o leste da Antártica, que não havia mostrado tendências claras de aquecimento ou resfriamento, também pode ter começado a perder massa nos últimos anos. Mas os cientistas não esperam mudanças dramáticas. Em alguns lugares, a massa de gelo pode aumentar, na verdade, com as temperaturas em alta provocando mais tempestades de neve.

Os efeitos de uma mudança climática também podem ser vistos na vegetação e nos animais terrestres. Isso inclui também o florescimento e frutificação precoces em plantas e mudanças nas áreas ocupadas pelos animais terrestres.

Há uma pausa no aquecimento?


Alguns especialistas argumentam que desde 1998 não houve um aquecimento global significativo, apesar do aumento contínuo nos níveis de emissão de CO2. Os cientistas tentam explicar isso de várias formas.

Isso inclui: variações na emissão de energia pelo Sol, um declínio no vapor de água atmosférico e uma maior absorção de calor pelos oceanos. Mas até agora, não há um consenso geral sobre o mecanismo preciso por trás dessa pausa.

Céticos destacam essa pausa como um exemplo da falibilidade das previsões baseadas em modelos climáticos computadorizados. Por outro lado, os cientistas do clima observam que o hiato no aquecimento ocorre em apenas um dos componentes do sistema climático - a média global da temperatura da superfície -, e que outros indicadores, como o derretimento do gelo e as mudanças na fauna e na flora demonstram que a Terra continua a se aquecer.

Quanto as temperaturas vão aumentar no futuro?

Em seu relatório de 2007, o IPCC previu um aumento da temperatura global entre 1,8ºC e 4ºC até 2100.

Mesmo que as emissões de gases do efeito estufa caiam dramaticamente, os cientistas dizem que os efeitos continuarão, porque partes do sistema climático, particularmente os grandes corpos de água e gelo, podem levar centenas de anos para responder a mudanças na temperatura. Também leva décadas para que os gases do efeito estufa sejam removidos da atmosfera.

Quais serão os impactos disso?


A escala do impacto potencial é incerto. As mudanças podem levar à escassez de água potável, trazer mudanças grandes nas condições para a produção de alimentos e aumentar o número de mortes por inundações, tempestades, ondas de calor e secas.

Os cientistas preveem mais chuvas em geral, mas dizem que o risco de seca em áreas não costeiras deverá aumentar durante os verões mais quentes. Mais inundações são esperadas por causa de tempestades e do aumento do nível do mar. Deverá haver, porém, muitas variações regionais nesse padrão.

Os países mais pobres, que estão menos capacitados para lidar com a mudança rápida, deverão sofrer mais.

A extinção de plantas e animais está prevista, por conta de mudanças nos habitats mais rápidas do que a capacidade de adaptação das espécies à estas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que a saúde de milhões de pessoas pode ser ameaçada por aumentos nos casos de malária, doenças transmitidas pela água e malnutrição.

O aumento na absorção de CO2 pelos oceanos pode levá-los a se tornar mais ácidos. Esse processo de acidificação em andamento poderia provocar grandes problemas para os recifes de corais, já que as mudanças químicas impedem os corais de formar um esqueleto calcificado, que é essencial para sua sobrevivência.

O que não sabemos?


Os modelos computadorizados são usados para estudar a dinâmica do clima na Terra e fazer projeções sobre futuras mudanças de temperatura. Mas esses modelos climáticos diferem sobre a "sensibilidade climática" - a quantidade de aquecimento ou esfriamento que ocorre por conta de um fator específico, como a elevação ou a queda na concentração de CO2.

Os modelos também diferem na forma como expressam "feedback climático".

O aquecimento global deverá provocar algumas mudanças com probabilidade de criar mais aquecimento, como a emissão de grandes quantidades de gases do efeito estufa com o derretimento do permafrost (gelo eterno da superfície da Terra). Isso é conhecido como feedback climático positivo (no sentido de adicionar calor).

Mas também existem os feedbacks negativos, que compensam o aquecimento. Por exemplo, os oceanos e a terra absorvem CO2 como parte do ciclo do carbono.

A questão é saber qual o resultado final da soma dessas variáveis.

As inundações vão me atingir?

Detalhes vazados do relatório a ser apresentado nesta semana indicam que no pior cenário traçado pelo IPCC, com o maior nível de emissões de dióxido de carbono, os níveis dos mares no ano 2100 poderiam subir até 97 centímetros.

Alguns cientistas criticam os modelos usados pelo IPCC para calcular esse aumento. Usando o que é chamado de modelo semiempírico, as projeções para o aumento do nível do mar podem chegar a 2 metros. Nessas condições, 187 milhões de pessoas a mais no mundo sofreriam com inundações.

Mas o IPCC deve dizer que não há consenso sobre o enfoque semiempírico e manterá o dado pouco inferior a 1 metro.

O que vai acontecer com os ursos polares?


O estado dos polos Norte e Sul tem sido uma preocupação crescente para a ciência, conforme os efeitos do aquecimento global se tornam mais intensos nessas regiões.

Em 2007, o IPCC disse que as temperaturas no Ártico aumentaram quase duas vezes mais que a média global nos últimos cem anos. O relatório destacou que a região pode ter uma grande variação, com um período quente observado entre 1925 e 1945.

Nos rascunhos do relatório desta semana, os cientistas dizem que há uma evidência maior de que as camadas de gelo e as geleiras estão perdendo massa e que a camada de gelo está diminuindo no Ártico.

Em relação à Groenlândia, que por si só tem a capacidade de aumentar os níveis globais dos mares em 6 metros, o painel diz estar 90% certo de que a velocidade da perda de gelo entre 1992 e 2001 aumentou seis vezes no período entre 2002 e 2011.

Enquanto a extensão média do gelo no Ártico caiu cerca de 4% por década desde 1979, o gelo na Antártica aumentou até 1,8% por década no mesmo período.

Para o futuro, as previsões são bastante dramáticas. No pior cenário traçado pelo IPCC, um Ártico sem gelo no verão é provável até o meio deste século.

E a perspectiva para os ursos polares e para outras espécies que vivem nesse ambiente não é bom, segundo disse à BBC o professor Shang-Ping Xie, do Instituto de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego.

"Haverá bolsões de gelo marítimo em alguns mares marginais. Esperamos que os ursos polares sejam capazes de sobreviver no verão nesses bolsões de gelo remanescentes", disse.

Qual a credibilidade do IPCC?


A escala global do envolvimento científico com o IPCC dá uma ideia do peso dado ao painel.

Dividido em três grupos de trabalho que analisam a ciência física, os impactos e as opções para limitar as mudanças climáticas, o painel envolve milhares de cientistas de todo o mundo.

O relatório a ser apresentado em Estocolmo tem 209 autores coordenadores e 50 revisões de editores de 39 países diferentes.

O documento é baseado em cerca de 9.000 estudos científicos e 50 mil comentários de especialistas.

Mas em meio a esse conjunto enorme de dados, as coisas podem não sair como o esperado.

No último relatório, publicado em 2007, houve um punhado de erros que ganharam grande projeção, entre eles a afirmação de que as geleiras do Himalaia desapareceriam até 2035. Também houve erro na projeção da porcentagem do território da Holanda que ficaria sob o nível do mar.

O IPCC admitiu os erros e explicou que em um relatório de 3 mil páginas é sempre possível que haja alguns pequenos erros. A afirmação sobre o Himalaia veio da inclusão de uma entrevista que havia sido publicada pela revista New Scientist.

Em 2009, uma revisão da forma como o IPCC analisa as informações sugeriu que o painel seja mais claro no futuro sobre as fontes de informação usadas.

O painel também teve a reputação manchada pela associação com o escândalo provocado pelo vazamento de e-mails trocados entre cientistas que trabalhavam para o IPCC, em 2009.
As mensagens pareciam mostrar algum grau de conluio entre os pesquisadores para fazer com que os dados climáticos se encaixassem mais claramente na teoria das mudanças climáticas induzidas pelo homem.

Porém ao menos três pesquisas não encontraram evidências para apoiar essa conclusão.
Mas o efeito final desses eventos sobre o painel foi o de torná-lo mais cauteloso.

Apesar de o novo relatório possivelmente enfatizar uma certeza maior entre os cientistas de que as atividades humanas estão provocando o aquecimento climático, em termos de escala, níveis e impactos a palavra "incerteza" deverá aparecer com bastante frequência.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

ESPONJA QUE ATRAI ÓLEO E REPELE ÁGUA PODE SER SOLUÇÃO PARA EVITAR CONTAMINAÇÃO EM CASO DE VAZAMENTOS

Nova tecnologia pode ter grande serventia para evitar desastres ambientais, causados por vazamentos.


A maioria dos desastres ambientais ocorre devido à atividade humana. Derramamento de óleo na superfície dos oceanos é um deles. Esse tipo de incidente destrói ecossistemas marinhos provocando um desequilíbrio ambiental. Por essa razão, pesquisadores da Universidade Rice e Penn, nos Estados Unidos, desenvolveram um material esponjoso que tem uma capacidade impressionante para absorver o óleo derramado na água.

O material, intitulado"nanosponges de carbono" é um nanotubo de carbono produzido pela adição de uma pitada de boro, o que torna o material uma esponja ultra resistente. Ele também é constituído com mais de 99% de ar, conduz eletricidade e pode ser facilmente manipulado com ímãs.

O estudante Daniel Hashim, um dos autores da pesquisa, explicou ao portal da Universidade Rice que os blocos possuem uma combinação perfeita. Eles são hidrofóbicos, ou seja, odeiam água, o que fazem eles flutuarem muito bem, além de oleófilos, eles adoram o óleo. Em termos mais simples, eles são atraídos pelo petróleo e repelem a água.

Os nanosponges são altamente duráveis, podem ser usados várias vezes e armazenam o óleo para posterior recuperação. Eles também são capazes de absorver mais de cem vezes o seu peso em óleo.

Segundo os pesquisadores, o objetivo do estudo é encontrar uma maneira de fazer redes tridimensionais destes nanotubos de carbono, que seriam grandes e grossos o suficiente para serem usados na limpeza de vazamentos de petróleo e para realizar outras tarefas. Eles têm grandes esperanças das aplicações ambientais do material.

Limpeza dos oceanos é apenas o começo do quão útil estes novos materiais de nanotubos podem ser. Por exemplo, os especialistas afirmam que eles poderiam ser usados para fazer baterias mais eficientes e mais leves, como também suportes para regeneração de tecido ósseo. Eles ainda sugerem que os nanosponges podem funcionar como membranas de filtração.


Assista ao vídeo em inglês da divulgação dos nanosponges abaixo:


Fonte: http://ecycle.com.br/component/content/article/37-tecnologia-a-favor/858-esponja-que-atrai-oleo-e-repele-agua-pode-ser-solucao-para-evitar-contaminacao-em-caso-de-vazamentos.html

NA CHINA, POPULAÇÃO TROCA GARRAFAS PET POR PASSE LIVRE NO METRÔ


Já pensou trocar as garrafas PET que iriam direto para o lixo  reciclável, por favor – por uma viagem de metrô “na faixa”? Essa é a mais nova realidade dos moradores de Pequim, na China.

Máquinas instaladas em duas estações da capital, Jinsong e Shaoyaoju, coletam o material reciclável e, em troca, dão créditos aos usuários do metrô, que podem usá-los para comprar passagens. Cada PET depositada no equipamento vale entre US$ 0,15 e US$ 0,50, de acordo com o tamanho e tipo da garrafa.

A ideia é estimular o uso do transporte público na capital chinesa – e, assim, diminuir os índices de congestionamento e poluição – e, ainda, incentivar a prática da reciclagem entre a população. Todo o material coletado nas estações do metrô é enviado para uma central de processamento, que utiliza o plástico para outros fins.

As máquinas que trocam PETs por bilhetes de metrô ainda estão em fase de teste, mas, se a iniciativa der certo, a ideia é expandi-la para toda a rede metroviária de Pequim e, também, para a rede de ônibus.


Curtiu? Mas não pense que o transporte público em Pequim está tão bem assim na fita. Em julho, um vídeo, gravado pelo site Beijing Cream, que retrata a hora do rush no metrô da capital chinesa chocou muita gente e viralizou na rede. Dá uma olhadinha no caos…


quinta-feira, 25 de julho de 2013

DERRETIMENTO DO ÁRTICO CUSTA US$ 60 TRILHÕES AO PLANETA.

A emissão de gás metano pelo derretimento do solo congelado no Ártico vai acelerar a mudança climática e trará um prejuízo global de U$ 60 trilhões até 2100.

Mais de 80% dos danos, dizem os autores da estimativa, serão em países pobres, longe dos ursos polares.

Esses números são os valores médios de uma simulação feita por cientistas da Holanda e do Reino Unido, apresentada na revista "Nature".


Para entrelaçar economia e ambiente, os cientistas usaram um método similar ao do relatório Stern, o modelo mais completo já feito sobre o impacto financeiro do aquecimento global, bancado pelo governo britânico em 2006.

O pesquisadores incluíram na nova simulação as consequências da liberação de metano do permafrost (solo permanentemente congelado) da Sibéria. Esse gás deve acelerar o aquecimento global e contribuirá para piorá-lo.

Segundo os cientistas, a emissão de 50 bilhões de toneladas de metano aprisionados na região causaria um aumento de 15% no impacto financeiro descrito no relatório Stern, que estimava em US$ 400 trilhões a perda econômica gerada pelo aquecimento até 2100.

BOMBA-RELÓGIO

"Isso é uma bomba-relógio econômica que não vem sendo sendo reconhecida atualmente no plano mundial", diz Gail Whiteman, da Universidade Erasmus, de Roterdã, líder do trabalho.

A pesquisadora afirma que adiantou a liberação dos dados de seu estudo porque o aquecimento do Ártico vinha sendo discutido em clima de otimismo por países boreais.




Como 30% das reservas não mapeadas de gás e 13% das de petróleo estão lá, a seguradora Lloyd's of London estima que o investimento na região possa atingir US$ 100 bilhões nos próximos dez anos.

E a exploração do Ártico será facilitada pelo derretimento do gelo em si, que abre rotas de navegação e barateia o transporte.

O retorno do capital, porém, precisaria ser três ordens de magnitude maior para compensar os danos globais. E os países que teriam algum lucro não são os mais ameaçados pela mudança climática, que afetará terras agricultáveis tropicais. "Por isso queremos levar essa discussão ao Fórum Econômico Mundial", diz Whiteman.

Segundo os cientistas, há pouca esperança de evitar a liberação do metano siberiano, mesmo que as emissões de CO2 sejam reduzidas.

Os cenários com os quais os pesquisadores trabalham variam entre uma liberação em dez anos até uma em trinta anos, mas o impacto econômico acumulado seria quase o mesmo.

A única opção regional de medida paliativa é controlar a circulação de navios e a exploração de petróleo para evitar a emissão de carbono negro (forma de fuligem), que faz o gelo absorver radiação.

Os cientistas reconhecem, porém, que o estudo ainda é muito impreciso. Mas isso também não é boa notícia.

"No escopo da simulação, há 5% de chance de que o prejuízo seja de 'apenas' US$ 10 trilhões, mas há 5% de risco de que o impacto seja de US$ 220 trilhões", diz Chris Hope, da Universidade de Cambridge, coautor do trabalho.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2013/07/1316295-derretimento-do-artico-custa-us-60-trilhoes-ao-planeta.shtml